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Dnit estima cortes do governo federal de até R$ 300 milhões no RS

Obras da nova Ponte do Guaíba não devem ser afetadas e conclusão segue prevista para 2017

Pedro Luzardo Gomes apresentou ao governador José Ivo Sartori o projeto e as condições atuais da obra da segunda Ponte do Guaíba
Pedro Luzardo Gomes apresentou ao governador José Ivo Sartori o projeto e as condições atuais da obra da segunda Ponte do Guaíba Foto : Karine Viana / Palácio Piratini / Divulgaçao / CP
O superintendente do Departamento Nacional Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul, Pedro Luzardo Gomes, afirmou nesta quinta-feira que espera um corte entre R$ 200 milhões a R$ 300 milhões por parte do governo federal para este ano. A medida atingiria diversos setores e está sendo definida pela presidente Dilma Rousseff e seus principais ministros. Segundo Gomes, o momento é de segurar as obras que ainda não foram iniciadas ou que não são prioritárias.

“Desde o início do ano a gente sentiu que não teria os mesmos recursos alocados como no ano passado. A nossa ideia é de que as que estão em andamento não sejam paralisadas. O valor que a gente dispôs no ano passado foi de pouco mais de R$ 1 bilhão no Rio Grande do Sul. Esse ano nós não temos ainda o total. Eu acredito que deve andar na casa de R$ 800 milhões, R$ 700 milhões. Todos os projetos que teriam que ocorrer a partir de agora nós vamos dar uma segurada aguardando um aceno do governo federal”, afirmou Gomes.

O superintendente também revelou que foi pego de surpresa sobre o programa de concessões que está sendo preparado para o País e que incidirá sobre parte da BR 101 no Estado. De acordo com ele, o trecho Osório-Torres já está confirmado e a BR 116 deve ter o mesmo destino.

Segunda Ponte do Guaíba

No Palácio Piratini, o superintendente apresentou ao governador José Ivo Sartori o projeto e as condições atuais da obra da segunda Ponte do Guaíba. Segundo Pedro Luzardo Gomes, a obra está adiantada e tem previsão de conclusão para 2017. O licenciamento ambiental já foi concluído, mas falta ainda a realocação de famílias que moram no traçado da obra, trabalho que está em andamento. Segundo o governo do Estado, são 998 famílias hoje residentes no entorno do traçado da nova ponte, para as quais precisam ser construídas 1.027 moradias.