No pedido de reajuste, o Seopa justifica que alguns itens de grande impacto no custo das empresas tiveram acréscimo. O óleo diesel teve um aumento de 13,25% no último ano. O custo com remuneração de mão de obra também cresceu, pois o salário dos rodoviários foi reajustado, neste ano, em 7,5%, assim como o vale-refeição, que sofreu um acréscimo de 18,75%. A entidade destaca ainda que a maior responsável pela necessidade de alteração da tarifa é a constante queda do Índice de Passageiros Pagantes por Quilômetro (IPK) que, no último ano, reduziu 2,76%.
O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, garante que o valor de aumento sugerido pelas empresas não é levado em conta pelo setor técnico do órgão, que produz as planilhas com base nos reajustes dos insumos e envia o material para o Conselho de Transporte Urbano do município (Comtu). Devido à decisão recente do Tribunal de Contas do Estado, o Comtu vai ter, pela primeira vez, uma semana para se debruçar sobre os números. Até o ano passado, o grupo tinha 24h para aprovar ou rejeitar os dados.
Já o setor técnico da EPTC, que deve começar a produzir na segunda-feira as planilhas que definem o reajuste da tarifa, espera fazer os cálculos em cerca de 10 dias, conforme informação de Cappellari. Com isso, a expectativa é de que o reajuste só se defina na metade de março.