Segundo Reis, a decisão deverá sair só na próxima semana. Ele responsabilizou o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, pelos incidentes envolvendo estudantes no protesto contra o aumento da passagem. Lembrou que é normal na vida das empresas deparar com protestos estudantis, mas desta vez o recrudescimento e até a violência das manifestações decorreram “da declaração irresponsável de Da Camino, ao afirmar que a tarifa de ônibus na Capital poderia ser de R$ 2,60”.
Reis diz que, para os empresários, falar de um sistema que transporta 30 milhões de passageiros por mês não é a mesma coisa que comparar com a falta de um tijolo ou mais um centímetro de asfalto. Ele responsabiliza políticos pelas isenções no pagamento de tarifas. Atualmente, segundo Reis, 33% dos passageiros não pagam passagem, algo que considera “uma demagogia”.
A redução no preço da passagem ocorreu com base em “flagrante prejuízo à população”, segundo o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, Hilbert Maximiliano Akihito Obara. Ele concedeu, na tarde de quinta, iminar aos vereadores Pedro Ruas (PSOL) e Fernanda Melchionna (PSOL). O valor voltou para R$ 2,85 já na manhã desta sexta, para alegria dos milhares de manifestantes que tomaram as ruas na noite de quinta, e de todos os usuários do transporte coletivo na Capital nesta sexta.