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EPTC aciona Justiça para retomar circulação de ônibus em Porto Alegre

Funcionários da Carris e da Nortran paralisaram atividades

Ônibus da Carris e da Nortran não saíram das garagens nesta quinta-feira
Ônibus da Carris e da Nortran não saíram das garagens nesta quinta-feira Foto : Vinícius Roratto
Em razão da paralisação dos funcionários das empresas de transporte coletivo Carris e Nortran na manhã desta quinta-feira, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para garantir a retomada do serviço à população de Porto Alegre. "Transporte Público é serviço essencial é deve ser respeitado sempre”, justificou o diretor-presidente Vanderlei Cappellari. Também, a EPTC registrou ocorrência policial por desrespeito à legislação municipal.

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Mais cedo, porém, motoristas e cobradores da Nortran decidiram manter a paralisação pelo menos até esta sexta-feira. Além disso, uma reunião marcada está marcada para às 15h30min na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) da Capital, entre a Justiça e representantes da comissão dos rodoviários que representam as empresas. Eles exigem a saída da diretoria do Sindicato dos Rodoviários.

A EPTC estima que cerca de 35% dos usuários de ônibus da Capital foram afetados pela mobilização dos rodoviários. Segundo Cappellari, para atender a demanda, foram mobilizados coletivos de outros consórcios. “Nós tivemos esse remanejo pra atender minimamente. Mas claro que é insuficiente, não se consegue atender plenamente”, lamentou. Com isso, segundo a EPTC, as lotações estão autorizadas a circularem com passageiros em pé.

Motoristas e cobradores da Carris e da Nortran realizaram manifestações desde o início da manhã nas garagens das empresas. Eles protestam por mais segurança no trabalho. Por conta disso, muitos ônibus não saíram dos estacionamentos.

A motivação da mobilização seria um desentendimento entre dirigentes do Sindicato dos Rodoviários e funcionários insatisfeitos com a entidade. Conforme informações da Rádio Guaíba, trabalhadores de ambas as empresas teriam sido agredidos e ameaçados após uma audiência nessa quarta-feira. O conflito teria sido o estopim para a manifestação. “Essa disputa interna da categoria dos rodoviários deveria se restringir no âmbito judicial, jamais afetando a população", concluiu Cappellari.

Com informações do repórter Luciano Nagel

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