• Carris corta ponto de rodoviários paralisados
Mais cedo, porém, motoristas e cobradores da Nortran decidiram manter a paralisação pelo menos até esta sexta-feira. Além disso, uma reunião marcada está marcada para às 15h30min na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) da Capital, entre a Justiça e representantes da comissão dos rodoviários que representam as empresas. Eles exigem a saída da diretoria do Sindicato dos Rodoviários.
A EPTC estima que cerca de 35% dos usuários de ônibus da Capital foram afetados pela mobilização dos rodoviários. Segundo Cappellari, para atender a demanda, foram mobilizados coletivos de outros consórcios. “Nós tivemos esse remanejo pra atender minimamente. Mas claro que é insuficiente, não se consegue atender plenamente”, lamentou. Com isso, segundo a EPTC, as lotações estão autorizadas a circularem com passageiros em pé.
Motoristas e cobradores da Carris e da Nortran realizaram manifestações desde o início da manhã nas garagens das empresas. Eles protestam por mais segurança no trabalho. Por conta disso, muitos ônibus não saíram dos estacionamentos.
A motivação da mobilização seria um desentendimento entre dirigentes do Sindicato dos Rodoviários e funcionários insatisfeitos com a entidade. Conforme informações da Rádio Guaíba, trabalhadores de ambas as empresas teriam sido agredidos e ameaçados após uma audiência nessa quarta-feira. O conflito teria sido o estopim para a manifestação. “Essa disputa interna da categoria dos rodoviários deveria se restringir no âmbito judicial, jamais afetando a população", concluiu Cappellari.
Com informações do repórter Luciano Nagel