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Estudante protesta contra racismo em frente ao Palácio Piratini

Francisco Ialá, natural de Guiné-Bissau, pedia encontro com José Ivo Sartori

Estudante mora há 10 anos no Rio Grande do Sul
Estudante mora há 10 anos no Rio Grande do Sul Foto : Samuel Maciel
Um protesto diferente em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, chamou a atenção na manhã desta sexta-feira. Com um cartaz preso ao corpo, o estudante de Direito Francisco Ialá, natural de Guiné-Bissau (África), pedia encontro com o governador José Ivo Sartori, para tratar de um caso de racismo.

Segundo ele, foram escritas ofensas aos africanos no mural de uma Casa de Estudantes, localizada na rua Riachuelo. A frase foi reproduzida no cartaz que ele carregava com os dizeres: “Só pode ser um destes ‘macacos’ africanos para criticar o trabalho da diretoria da Casa do Estudante”. O fato ocorreu em 2013, porém, o processo nunca avançou junto aos órgãos de autoridade.

A Casa abrigava na época cerca de 50 pessoas, sendo parte de estudantes de fora do país, especialmente vindo da África. Recentemente, a Casa estudantil foi desativada e os alunos reacomodados em outros imóveis. “O que queremos é que haja uma apuração”, afirmou o estudante, que mora há 10 anos no Rio Grande do Sul. “Precisamos enfrentar o racismo e o preconceito. E não somente contra os africanos, mas também o que está ocorrendo com alguns imigrantes haitianos”, sentenciou.

Devido à agenda, o governador não pode recebê-lo. O chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, e o secretário de Justiça e Direitos Humanos, César Faccioli, tentaram dialogar com ele. No entanto, o africano optou por não ingressar no Palácio Piratini, permanece em protesto solitário nas imediações da Praça da Matriz.