O objetivo da associação é buscar amparo legal para cobrar os resultados das investigações da polícia e quanto às demandas indenizatórias. Neste primeiro encontro, foram cadastradas 199 pessoas, familiares de 163 vítimas fatais. Os outros 36 são parentes de sobreviventes. A criação do grupo também contou com a presença do defensor público Andrey Melo.
Pai de uma das vítimas, Aderbal Alves Ferreira sugeriu que o grupo sirva de auxílio emocional entre os integrantes que perderam entes na tragédia. Familiares levaram faixas para o local. Em uma estava escrito “bons morrem jovens”. Já outra dizia: “A cada desafio, uma vitória”.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.