O coordenador do Movimento de Santa Maria de Luto à Luta que é integrado por parentes das vitimas da boate Kiss, discordou de comentário do juiz Ulysses Fonseca Louzada. Ele teria definido que a responsabilidade da descontaminação dos pertences das vitimas da tragédia é dos familiares.
Segundo Flávio Silva, as vitimas que foram à boate deixaram suas residêcias com os pertences limpos. "Quem tem de arcar com a contratação de uma empresa para realizar a descontaminação devem ser os empresários da Kiss e os proprietários do prédio", afirmou. Foram encontrados 366 unidades de sapatos e tênis, além de cerca de 40 camisetas, telefones celulares, brincos e carteiras.
Todo o material recolhido está sendo embalado e colocado em tambores. De acordo com Soares, os objetos serão entregues ao titular da 1ª Vara Criminal, juiz Ulysses Fonseca Louzada, que coordena o processo criminal que apura os culpados pela tragédia. Posteriormente os objetos serão distribuídos para os familiares.
Quatro funcionários da empresa Inova Consultoria Ambiental iniciaram na manhã desta quarta-feira a limpeza e a descontaminação do prédio onde funcionava a boate Kiss, na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria. Na terça-feira, foram montadas estruturas para que o trabalho tivesse início sem o risco de contaminar o solo.
Familiares exigem descontaminação dos pertences de vítimas da Kiss
Líder de associação dos afetados afirma que limpeza deve ser creditada a proprietários da boate