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Familiares não terão acesso à limpeza da Boate Kiss

Eventuais itens pessoais encontrados no local do incêndio serão entregues posteriormente

Eventuais itens pessoais encontrados no local do incêndio serão entregues posteriormente
Eventuais itens pessoais encontrados no local do incêndio serão entregues posteriormente Foto : Mauro Schafer / CP Memória
Os familiares de vítimas do incêndio na Boate Kiss não poderão acompanhar a limpeza do local, que começa nesta quarta-feira. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou que a entrada só poderia ser liberada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A entidade, contudo, afirma que há risco de contaminação e inclusive montou uma estrutura de proteção ao redor do prédio. O acesso à imprensa também será vetado pelas mesmas razões.

De acordo com o juiz Ulysses Fonseca Louzada, o "ingresso de pessoas alheias ao procedimento poderá implicar risco à saúde pública e delas próprias, bem como de outros agentes que entrarem em contato com os aparelhos usados nas reportagens, eis que passíveis de contaminação, além de, possivelmente, dificultar o trabalho daqueles que lá estiverem exercendo a higienização do lugar".

A proposta do tribunal, e que deverá ser atendida pela Fepam, é de que eventuais pertences encontrados espalhados no local serão separados para devolução às famílias. Uma tenda poderá ser destinada ao processo de cadastramento e retirada dos itens.

O incêndio na boate Kiss foi registrado na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, e deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. O fogo começou no revestimento de espuma do local, após um artefato pirotécnico ter sido aceso no palco pela banda Gurizada Fandangueira e incendiar o material.