Os familiares de vítimas do incêndio na Boate Kiss não poderão acompanhar a limpeza do local, que começa nesta quarta-feira. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou que a entrada só poderia ser liberada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A entidade, contudo, afirma que há risco de contaminação e inclusive montou uma estrutura de proteção ao redor do prédio. O acesso à imprensa também será vetado pelas mesmas razões.
De acordo com o juiz Ulysses Fonseca Louzada, o "ingresso de pessoas alheias ao procedimento poderá implicar risco à saúde pública e delas próprias, bem como de outros agentes que entrarem em contato com os aparelhos usados nas reportagens, eis que passíveis de contaminação, além de, possivelmente, dificultar o trabalho daqueles que lá estiverem exercendo a higienização do lugar".
A proposta do tribunal, e que deverá ser atendida pela Fepam, é de que eventuais pertences encontrados espalhados no local serão separados para devolução às famílias. Uma tenda poderá ser destinada ao processo de cadastramento e retirada dos itens.
O incêndio na boate Kiss foi registrado na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, e deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. O fogo começou no revestimento de espuma do local, após um artefato pirotécnico ter sido aceso no palco pela banda Gurizada Fandangueira e incendiar o material.
Familiares não terão acesso à limpeza da Boate Kiss
Eventuais itens pessoais encontrados no local do incêndio serão entregues posteriormente