O Ministério Público Estadual revelou ter constatado vínculo pessoal entre candidatos que tiraram a mesma nota no concurso para Oficinal de Justiça do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), cuja prova foi anulada nessa segunda-feira. A investigação revelou que foram aprovados, com respostas idênticas às 78 questões, marido e mulher, cunhados, colegas de trabalho, amigos e namorados.
As promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Especializada Criminal (Setor de Combate aos Crimes Licitatórios) e o Núcleo Integrado de Investigações Criminais do Ministério Público, também formado por integrantes da Polícia Civil, ouviram cerca de 20 pessoas. As provas foram encaminhadas à comissão de concurso, que acabou rescindindo o contrato com a Fundação Conesul de Desenvolvimento, que aplicou os exames.
A investigação corre sob sigilo para que os envolvidos nas irregularidades sejam responsabilizados. Cada uma das 122 vagas abertas pelo TJ foi disputada por 643 candidatos. Segundo a corte, 78,5 mil pessoas se inscreveram para o concurso. As provas foram aplicadas em Alegrete, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria e Santo Ângelo.
De acordo com a assessoria do Tribunal, o edital deve ser mantido e a previsão é que apenas os inscritos possam fazer a novamente.
Familiares tiveram notas idênticas em concurso do TJ
Tribunal decidiu anular provas para Oficial de Justiça após suspeita de fraude