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Federação de servidores tentará reverter congelamento de salários na Justiça

Fassergs deve ingressar com uma ação coletiva por inconstitucionalidade

Federação de servidores tentará reverter congelamento de salários na Justiça
Federação de servidores tentará reverter congelamento de salários na Justiça Foto : Marcelo Bertani / Agência ALRS / CP
A Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs) vai ingressar na Justiça para tentar reverter a previsão de congelamento de salários prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. A LDO - que também prevê o congelamento de concursos - foi aprovada nessa terça, na Assembleia Legislativa, e aguarda agora a sanção do governador José Ivo Sartori.

O presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, afirmou nesta quarta-feira que a entidade trabalha com a perspectiva de uma ação coletiva, a ser anunciada na próxima semana. Além disso, deve haver o incentivo a ações individuais impetradas pelos próprios servidores. O entendimento da Fessergs é de que a LDO desrespeita a Constituição Federal no que se refere à correção anual de salários para o funcionalismo.

A Assembleia aprovou, ontem, por 25 votos a 20, o texto que prevê o congelamento para todos os poderes e órgãos da administração pública. A previsão de aumento de gastos é de 3%, referente aos benefícios já previstos aos servidores. Esse é o segundo ano consecutivo que o Piratini envia, e a Assembleia aprova, a LDO nesses termos. Apesar dos acordos prévios, dois deputados do PDT, base aliada de Sartori, votaram contra a medida: Eduardo Loureiro e Ênio Bacci.

Desde o início da semana, o Palácio Piratini passou a atrelar a aprovação do texto ao chamamento de mais concursados na área da Segurança Pública, considerada essencial para o caso de reposição de servidores que pedem aposentadoria. Mesmo com o congelamento, o custo do chamado crescimento vegetativo da folha é estimado em quase R$ 760 milhões.

O Tribunal de Justiça é a instituição que mais pressiona o Piratini a reajustar o orçamento, nem que seja pela inflação. Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com o objetivo de fixar o gasto do ano seguinte acrescido ao IPCA do ano anterior, porém, precisa de 19 assinaturas para que comece a tramitar no Legislativo.

Por outro lado, o governador e seus interlocutores têm insistido na necessidade de contenção de gastos diante do déficit bilionário das contas do Estado. A lei precisa ser sancionada até o dia 15 de julho pelo governador.