• Procon orienta consumidores sobre leite adulterado
Para Weber, o Estado e a União têm o dever de identificar e resolver os problemas do setor de maneira mais ágil. Ele também afirmou que a indústria deve avaliar o leite que recebe e lembrou que as fábricas cobram do produtor qualidade no produto, mas lamentou o fato de o alimento ser adulterado no transporte. Para o representante da Fetag, a fraude prejudica não só o produtor, mas toda a cadeia, inclusive transportadores que trabalham de maneira correta.
Weber destacou que o percentual de leite que sofreu contaminação é pequeno. Conforme os cálculos da entidade, cerca de 3% das amostras estavam contaminados. Em razão disso, ele considerou que a população não pode parar de consumir leite. "É um percentual pequeno, mas é bom que se saiba para que se responsabilizem (pessoas) e tenham punições", argumentou.
Suspeitos de fraude podem pegar mínimo de quatro anos de prisão
Em entrevista à Rádio Guaíba, o promotor Mauro Rochemback afirmou que ainda é cedo para calcular as penas a que os envolvidos na fraude do leite estão sujeitos; pois, segundo ele, o cálculo depende do número de laudos que serão emitidos, confirmando a adulteração no alimento.
Conforme o promotor, a lei não considera hediondo o crime de adulteração de alimentos, mas destacou que os suspeitos devem receber penas mínimas de quatro a cinco anos de reclusão. Rochemback explicou que, no núcleo de adulteração constatado em Iburubá, haveria o agravante da formação de quadrilha, o que não estaria configurado em Guaporé e Horizontina.
Ao ser questionado sobre a demora do MP em deflagrar a operação, já que as investigações começaram há três meses, o promotor esclareceu que gostaria de ter denunciado já no primeiro dia, mas explicou que "é preciso seguir um rito jurídico para que o maior número de suspeitos sejam flagrados".
Mercado
A última rede de supermercados que tinha as marcas citadas à venda retirou as caixas das prateleiras entre a tarde e a noite dessa quarta. De acordo com a assessoria de imprensa da Wallmart, dona das bandeiras Nacional e BIG, todos os produtos das marca LatVida Italac, Líder/Bom Gosto e Mumu foram retirados das gêndolas.
