"Normalmente, a prefeitura acompanha o governo do Estado nessa questão do ponto facultativo. Temos um acordo nesse sentido", explicou. "Estava em São Paulo, em reunião sobre o metrô, quando o governador Tarso Genro anunciou a decisão e acabamos não refletindo o suficiente antes de decretar", ponderou Fortunati. Ele garantiu que não ocorrerão mais pontos facultativos no município até o final do ano.
A decisão acarretou o fechamento dos postos de saúde, gerando revolta e indignação em pacientes e familiares. Sem a informação prévia, dezenas de pessoas procuraram em vão as unidades para fazer exames e buscar consultas. Como consequência direta, os Pronto-Atendimentos, que atendem aos casos de emergência durante 24 horas, e as emergências hospitalares tiveram procura mais acentuada. No Hospital Conceição, 100 pacientes estavam sendo atendidos no setor que tem 50 leitos, na manhã de hoje.
O Ministério Público de Contas (MPC) solicitou, nesta sexta-feira, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) verifique o procedimento adotado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em relação ao cancelamento de consultas em função do ponto facultativo nos postos de saúde de Porto Alegre devido ao feriado de Corpus Christi.