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Funcionários da Vale serão interrogados pela PF e MP

Suspeitos foram presos em Belo Horizonte e em São Paulo na terça-feira

Funcionários são suspeitos de garantirem a segurança da barragem de Brumadinho
Funcionários são suspeitos de garantirem a segurança da barragem de Brumadinho Foto : Newton Menezes / Futura Press / Estadão Conteúdo / CP
Os cinco funcionários da mineradora Vale, que estão presos suspeitos de garantirem a segurança da barragem de Brumadinho, serão interrogados por dois órgãos que apuram a responsabilidade criminal da tragédia. Conforme o R7 apurou nesta quarta-feira, os presos vão depor, inicialmente, no MPE (Ministério Público Estadual), e depois na (PF) Polícia Federal, em Belo Horizonte. A primeira rodada de oitivas no MPE já teve início.

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Nesta terça-feira, membros do MPE, PF, Polícia Civil e MPF (Ministério Público Federal), em pronunciamento para imprensa, anunciaram a criação de uma força-tarefa em Belo Horizonte. "Saliento aqui que todas as instituições presentes estão num trabalho coordenado e harmônico. Mesmo porque nosso objetivo é comum. A realização de Justiça diante desse caso tão grave e tão complexo que causou tantas vítimas e destruição ambiental", ressaltou o procurador Gustavo Fonseca, do MPF em Minas.

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Em Belo Horizonte e Nova Lima, foram presos três funcionários da Vale, o geológo Cesar Augusto Paulino Grandchamp e os gerentes Ricardo de Oliveira e Rodrigo Artur Gomes de Melo. Em São Paulo, foram detidos os engenheiros André Yassuda e Makoto Namba, de uma empresa de auditoria alemã, contratada pela Vale.

Eles estão na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. A prisão pelo prazo de 30 dias foi determinada pela juíza plantonista, Perla Saliba Brito, da comarca de Brumadinho.

Ao justificar o pedido de prisão, a juíza sustentou que documentos da investigação revelam que os funcionários da Vale assinaram documentos atestando a segurança da barragem. "Recentes declarações de estabilidade das barragens, informando que aludidas estruturas se adequavam às normas de segurança, o que a tragédia demonstrou não corresponder o teor desses documentos com a verdade, não sendo crível que barragens de tal monta, geridas por uma das maiores mineradoras mundiais, se rompam repentinamente, sem dar qualquer indício de vulnerabilidade".

Com o rompimento da barragem, foram registradas 84 mortes e 276 pessoas desaparecidas, segundo o último balanço.