A festa é organizada por Anaclaci Pastl, mãe dos garotos. Amigos, familiares e pessoas solidárias foram convidados para o culto. "Somos evangélicos, mas temos certeza de que recebemos ajuda espiritual de todas as religiões", diz Anaclaci, que atribui a Deus o fato de os filhos estarem vivos. "Eles foram escolhidos para sair de lá", afirma.
Emanuel, que estuda em Porto Alegre, foi para Santa Maria encontrar Guilherme, aluno de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para comemorar o aniversário na festa da boate Kiss antecipadamente. Eles receberam alta no dia 14 de fevereiro do Hospital Mãe de Deus, na Capital gaúcha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 239 pessoas mortas.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.