O movimento, marcado para os aeroportos de Campinas, Guarulhos e Brasília - que devem passar para as mãos da iniciativa privada a partir do próximo ano - foi mantido mesmo depois de uma reunião dos trabalhadores com assessores da Secretaria-Geral da Presidência, na manhã de hoje. A AGU alega, na ação, que há "indícios sérios de que estarão indisponíveis os serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da sociedade" e que a paralisação do transporte público aéreo representa um dano "incomensurável à população brasileira, devendo haver atuação adequada visando evitar abusos".
A paralisação é um protesto dos aeroportuários contra a decisão do governo de privatizar os três aeroportos. Em reuniões desde julho, o Palácio do Planalto negocia com o setor, temeroso de perder postos de trabalho com a concessão para a iniciativa privada. Em nota divulgada no início da noite, o governo garantiu que "não haverá impacto negativo em consequência da concessão" dos aeroportos para a iniciativa privada.
Na ação, a AGU alega que é claro o interesse público nessa questão e cabe ao governo federal garantir os serviços. Além de pedir a garantia de que 90% dos funcionários estarão trabalhando, a AGU quer fiscalização do Ministério Público e a aplicação de multa ao Sindicato Nacional dos Empregados em Empresas Administradoras de Aeroportos em caso de descumprimento.
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