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Governo não resolverá déficit carcerário até o fim da gestão, segundo secretária

Serão entregues mais de 1 mil vagas para o regime semiaberto até a próxima semana

Secretária de Governo apresentou novas instalações
Secretária de Governo apresentou novas instalações Foto : Jimmy Azevedo
A secretária-geral de Governo, Ana Pellini, disse que a administração estadual não conseguirá chegar ao ideal apontado pela Força Tarefa para suprir a carência de vagas no sistema carcerário criada em 2008, quando foi anunciado que o Rio Grande do Sul precisava de pelo menos 10 mil lugares em penitenciárias. No entanto, ela revelou que, até o final da gestão, em dezembro, pelo menos 3 mil vagas devem ser entregues. “Nenhum governo conseguiu chegar a esta marca, acabando com 30% do déficit total. Acreditamos que, com os projetos e construções que estão em andamento, a partir de 2010 será garantido o total de 14 mil vagas”, disse.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva, nesta segunda-feira, no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, quando o governo anunciou a entrega de 1.050 novas vagas para albergues do regime semiaberto. Hoje, foram inaugurados 450 lugares divididos entre o Albergue Feminino, no Instituto Psiquiátrico Forense, no Instituto Penal de Viamão e na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.

Os novos albergues serão administrados pela Brigada Militar. Assim como acontece na Penitenciária Regional do Apanhador, em Caxias do Sul, os agentes penitenciários aprovados e nomeados vão sendo integrados gradualmente. “À medida em que eles vão sendo treinados e colocados na prática do dia a dia, a Brigada Militar vai deixando os presídios”, disse Yeda Crusius.

Na próxima segunda-feira, o governo inaugura 300 vagas no Presídio Estadual de Novo Hamburgo e 300 na Penitenciária de Osório. Outras 13 obras estão em andamento. O governo pretende fechar o ano com investimento de R$ 170 milhões no sistema carcerário.