As grande lojas do Centro de Porto Alegre estão na expectativa da abertura para a venda do Dia dos Pais. Na manhã de hoje, durante solenidade de entrega dos novos ônibus da Carris, na avenida Edvaldo Pereira Paiva, na Orla do Guaíba, o prefeito Nelson Marchezan Júnior anunciou que haverá a liberação de um grupo de atividades comerciais de sexta até o domingo. "A liberação do comércio deveria ter ocorrido há dois dias, mas em função da abertura do processo de impeachment toda a conversa com a nossa equipe e com os empresários ficou difícil. Vamos regrar a liberação que vai ocorrer desta sexta-feira até domingo", ressaltou.
Conforme o prefeito, na segunda-feira, haverá novas reuniões para definir os regramentos de como será o retorno das atividades comerciais na cidade. "Tudo será construído com segurança e com foco na saúde dos porto-alegrenses", ressaltou. Na manhã de ontem, as grandes lojas do Centro Histórico amanheceram fechadas conforme determinação do decreto municipal 20.608. Redes como a Renner, C&A, Gaston, Paquetá, Casas Maria, Marisa, Riachuelo, Americanas, Pernambucanas, Magazine Luiza e lojas Colombo não abriram as portas.
Tanto a Renner da rua dos Andradas, como a filial da Otávio Rocha, os funcionários colocaram guichês na frente do estabelecimento comercial, com álcool em gel, para que os clientes pudessem realizar o pagamento da fatura no cartão de débito. Não foi permitido a entrada do público nos estabelecimentos. Nas lojas Magazine Luiza e Colombo, na rua Doutor Flores, os funcionários informavam os clientes sobre as restrições. O acesso de clientes aos dois estabelecimentos comerciais somente era permitido para o pagamento de faturas do cartão e contas de água,luz, IPTU, internet e telefone, no caso das lojas Colombo.
O presidente do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul (Abrasel/RS), João Alberto Cruz de Melo, afirmou que a flexibilização na bandeira vermelha é uma boa notícia para os donos de restaurante, mas ainda não é o suficiente para manter viva a estrutura de um estabelecimento. "Reconhecemos o esforço do governo do Estado, sabemos que é um avanço e uma melhoria gradativa, porém ainda não é a medida ideal para que o setor sobreviva. Primeiro, que trabalhar com 25% da lotação é muito complicado. Se alguém tem hoje 10 mesas, vai ter que operar com dois e essa estrutura não paga os custos de funcionamento", explicou. Segundo Melo, da mesma forma, a abertura de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, também é bem restritiva para manter uma operação funcionando.