De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação (Sindppd/RS), Luis Sá, a paralisação foi o caminho encontrado para pressionar a abertura das negociações. “Estamos na terceira mobilização do ano. Anteriormente paramos as atividades por duas horas para chamar a atenção da empresa, mas não houve avanços”, explicou.
A paralisação da categoria pode prejudicar alguns serviços: “A maior regional fica no Rio de Janeiro, onde a adesão é de 80%. A folha de pagamento dos aposentados e pensionistas este mês pode ser afetada pela greve”, projetou Sá. No começo a população não deve ter prejuízo com a paralisação, já que os dados referentes aos pagamentos de benefícios de novembro foram processados. Por outro lado, se prosseguir por muitos o pagamento de seguro desemprego, o atendimento aos técnicos do Sistema Nacional de Empregos (Sine) e a concessão de empréstimos consignados podem ser influenciados.
A Dataprev é responsável pelo processamento e armazenamento de mais de 14 bilhões de dados sociais e processa a folha de pagamento de aproximadamente 26 milhões de beneficiários da Previdência Social, além de prestar serviços a órgãos públicos: como Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.