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Greve dos seguranças do INSS prejudica perícias na Capital

Categoria reclama do atraso no pagamento dos salários

Segue pelo segundo dia a paralisação de seguranças terceirizados da agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na avenida Bento Gonçalves, zona Leste da Capital. Pela manhã, mais de 70 pessoas ficaram do lado de fora da agência enquanto aguardavam informações. Dos 12 seguranças que deveriam trabalhar no turno, apenas
quatro estavam em atividade. 

O acesso imediato dos segurados era bloqueado, porque a lei exige a presença de um segurança no atendimento. A categoria reivindica o pagamento imediato dos salários, que vêm sendo repassados, com atraso, há quatro meses. Funcionários do INSS tentaram amenizar os problemas. Mesmo assim, muitos beneficiários ficaram revoltados com a situação. A principal reclamação era em relação à falta de informações. Enquanto na entrada principal havia
tumulto, no outro portão de acesso, os profissionais permaneciam uniformizados e de braços cruzados. Eles reivindicavam o pagamento imediato dos salários. Há quatro meses os seguranças vêm recebendo com atraso. “Só queremos receber o que é nosso por direito. Não estamos exigindo nada demais”, afirmou o segurança Paulo Correa. 

De acordo com o INSS, as consultas que estavam agendadas não sofreram problemas e os atendimentos ocorreram dentro do possível no horário  previamente marcado. A orientação para quem não conseguiu atendimento na  segunda-feira, quando foi ponto facultativo, era de que confirmassem a  nova data. O gerente da Lynx Sul Vigilância e Segurança - responsável pela  contratação dos seguranças -, Cícero Pimentel Júnior, ressaltou que o INSS  está repassando com atraso o pagamento pelos serviços prestados. Mesmo assim, ele afirmou que até hoje todos os seguranças terão recebido o  salário.

Com informações dos repórteres Bruno Bertuzzi e Mauren Xavier

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