Mesmo após reuniões e tratativas com prefeitos das Hortências, o governo do Estado não vai conseguir construir um presídio na região. Em março, algumas áreas já tinham até sido indicadas para sediar o projeto. São Francisco de Paula apresentou três, liderando as negociações, mas a comunidade não recebeu bem a idéia. O prefeito Décio Colla disse que o maior entrave são as vagas para o regime semi-aberto, pois a cidade não comportaria mão-de-obra de apenados por falta de estrutura.
O presídio regional das Hortências abriria 600 vagas no regime fechado e 108 no aberto. Jaime Schaunloffel, presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Hortências, aguarda uma alternativa do governo estadual. "Hoje não conseguimos mandar os presos nem para Canela, onde fica o presídio da nossa região", afirmou.
A secretária-Geral de Governo, Ana Pellini, disse que há recursos, mas que o impasse engavetou o projeto. “As comunidades não querem presídio. Os prefeitos já estão até com uma conversa de que há a penitenciária do Apanhador, mas esta é de Caxias do Sul, não tem condições de receber mais presos de outras cidades”, disse a secretária.
O Presídio Regional de Caxias do Sul está com superlotação ocasionada também pela entrada de presos de outras cidades. No Presídio Regional de Canela, por exemplo, a Justiça determinou que não ingressam mais apenados de Gramado, que hoje vão para Caxias do Sul.
Impasse engaveta projeto de presídio na Serra
Prefeito de São Francisco de Paula disse que o maior entrave são vagas para o semi-aberto