Um grupo de 80 pessoas se reuniu na manhã desta quarta-feira em frente à Câmara de Vereadores, onde ocorreria o pregão eletrônico para compra de mantimentos para a penitenciária, mas o presidente da Casa, Max de Souza (PMDB), revogou a cedência das dependências. "O posicionamento do Legislativo é contrário à implantação do presídio na cidade", declarou o vereador.
Segundo o prefeito Faisal Karam, quando o dono da área solicitou alvará à prefeitura, ele informou que seria construído um hotel no terreno. “O proprietário do imóvel não nos confirmou a implantação do presídio na cidade. A Susepe fez contato direto com ele. O prédio em questão está no distrito industrial da cidade, o que requer uma série de licenças ambientais. A Susepe e o governo do Estado não nos informaram e sequer nos consultaram sobre essa unidade prisional”, destacou.
De acordo com a Susepe, os trâmites para a criação do albergue foram iniciados em janeiro. Como o presídio deveria entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano, em vez de erguer uma nova estrutura, foi acertado com o proprietário do prédio a instalação do presídio. O dono do imóvel, por sua vez, garantiu que iria acertar as questões com a prefeitura - o que, conforme Karam, não foi feito. Conforme a Susepe, a unidade deve abrigar 160 detentos do regime semiaberto e começar a operar em 15 dias.