O coronel Flávio da Silva Lopes, que assumiu a condução do processo, é cauteloso ao quantificar quantas pessoas poderão ser indiciadas. Segundo ele, é prematuro fazer qualquer afirmação com o documento em fase de revisão. “Podem ser quatro, cinco ou 10 indiciados, não farei nenhuma afirmação e qualquer número é intepretação que não partiu de mim. Os dados serão revelados, em dois dias, no Comando da Brigada Militar (em Porto Alegre)”, afirmou.
Conforme Lopes, ao longo de quatro meses, 44 pessoas, entre bombeiros, policiais militares e integrantes do policiamento foram investigados pelos crimes de homicídio, descumprimento de norma, advocacia administrativa, prevaricação e lesão corporal. Para dar vazão à apuração, o IPM reuniu mais de 7 mil páginas e 35 volumes a serem enviados à Justiça Militar. O Ministério Público Militar também deve receber uma cópia do material.
CPI teve sessão tensa
Sob clima tenso, ocorreu também mais uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Santa Maria, que tenta apurar as causas e as responsabilidades da tragédia na Kiss. No encontro, que teve protesto dos familiares, foi definido de que os dois sócios da casa noturna e os dois integrantes da banda Gurizada Fandagueira não serão convocados a depor.
Também era esperada a confirmação da data do depoimento do prefeito da cidade, Cezar Schirmer, o que não ocorreu. Schirmer segue para a Espanha a partir do dia 10 de junho, próxima segunda-feira.