A acompanhante de idosos Leila Maria Nunes Correa, de 54 anos, compareceu cedo ao posto para fazer perícia e teve que voltar para casa desconsolada. “Estou esperando desde dezembro pela consulta. A gente vem no dia marcado e encontra os médicos de greve. Tenho um problema de hérnia de disco e remarcaram a minha consulta para amanhã. O pior é ter que sair de casa com essa chuva sem poder caminhar direito”, reclamou.
A cozinheira Eliete dos Anjos Rodrigues, de 46 anos, também sofreu com o adiamento de sua consulta. “Enfrento um problema no joelho direito e vou ter que retornar outro dia. Tenho dificuldade de ficar de pé. Estou precisando de uma cirurgia para arrumar o problema que tenho no tendão do joelho”, explicou.
Os médicos reivindicam que a Previdência Social cumpra o compromisso assumido com eles de implantar a jornada de 20 horas semanais. Conforme o presidente da Associação Gaúcha dos Médicos Peritos e diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Francisco Luciani, os postos da Capital e de Canoas serão os mais atingidos. Mais de 2,5 mil avaliações não devem ser realizadas em razão do protesto.