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INSS retoma serviço de perícias médicas após greve

Gerente-executiva informa que 7 mil perícias ficaram suspensas

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) retomou nesta terça-feira o serviço de perícias médicas, que havia sido interrompido em 22 de junho com a greve dos trabalhadores. Na unidade da avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon, em Porto Alegre, o atendimento foi pleno, com a presença de todos os médicos destacados para a atividade pericial. O retorno foi determinado na segunda-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A recomendação do Instituto é para que os segurados sigam a ordem dos agendamentos e procurem fazer os novos pedidos pelo telefone gratuito 135 ou no site www.previdenciasocial.gov.br.

Segundo a gerente-executiva do INSS na Capital, Sinara Aparecida Pastorio, cerca de 7 mil perícias ficaram “represadas em virtude da greve”. Sinara informou que toda a agenda foi cumprida ao longo do dia, e que há expectativa de recuperação dos compromissos perdidos até dezembro. “Com a autorização da contratação emergencial de profissionais, vamos somar força de trabalho ao quadro de servidores, a partir do início de outubro”, destacou.

A gerente-executiva disse ainda que o maior prejuízo ocasionado com a paralisação acometeu os segurados que neste período ingressaram com o pedido pela primeira perícia. Segundo ela, são 4 mil entradas mensais na região que envolve Porto Alegre, Alvorada e Viamão. “Temos atualmente a capacidade de fazer 385 atendimentos ao dia. Com o ingresso dos contratos emergenciais, teremos condição de ampliar e trazer o serviço a uma situação de normalidade”, definiu.

Para o presidente da Associação Gaúcha dos Médicos Peritos, Francisco Carlos Luciani, a necessidade legal de acatar a decisão do STJ não encerra o processo de mobilização dos profissionais. “Entramos com medida na Justiça, questionando a atual decisão, e seguimos na discussão com a categoria”, disse.
Francisco afirmou que os peritos aguardam, em todo país, o julgamento do mérito, em 22 de setembro, pelo STJ. “Dia 17, temos assembleia em Brasília”, informou.

Conforme o sindicalista, a principal ponto na pauta de reivindicações é a redução das horas diárias de trabalho para seis corridas, ao invés da oito com intervalo. Outro debate relevante, segundo Francisco, é a necessidade de redução na quantidade de perícias diárias, as quais estariam comprometendo a qualidade do serviço no atual modelo. Até o momento, explica Francisco, não houve negociação.
 
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