Segundo a gerente-executiva do INSS na Capital, Sinara Aparecida Pastorio, cerca de 7 mil perícias ficaram “represadas em virtude da greve”. Sinara informou que toda a agenda foi cumprida ao longo do dia, e que há expectativa de recuperação dos compromissos perdidos até dezembro. “Com a autorização da contratação emergencial de profissionais, vamos somar força de trabalho ao quadro de servidores, a partir do início de outubro”, destacou.
A gerente-executiva disse ainda que o maior prejuízo ocasionado com a paralisação acometeu os segurados que neste período ingressaram com o pedido pela primeira perícia. Segundo ela, são 4 mil entradas mensais na região que envolve Porto Alegre, Alvorada e Viamão. “Temos atualmente a capacidade de fazer 385 atendimentos ao dia. Com o ingresso dos contratos emergenciais, teremos condição de ampliar e trazer o serviço a uma situação de normalidade”, definiu.
Para o presidente da Associação Gaúcha dos Médicos Peritos, Francisco Carlos Luciani, a necessidade legal de acatar a decisão do STJ não encerra o processo de mobilização dos profissionais. “Entramos com medida na Justiça, questionando a atual decisão, e seguimos na discussão com a categoria”, disse.
Francisco afirmou que os peritos aguardam, em todo país, o julgamento do mérito, em 22 de setembro, pelo STJ. “Dia 17, temos assembleia em Brasília”, informou.
Conforme o sindicalista, a principal ponto na pauta de reivindicações é a redução das horas diárias de trabalho para seis corridas, ao invés da oito com intervalo. Outro debate relevante, segundo Francisco, é a necessidade de redução na quantidade de perícias diárias, as quais estariam comprometendo a qualidade do serviço no atual modelo. Até o momento, explica Francisco, não houve negociação.