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Julgamento da morte de corretora de seguros deve se estender até amanhã

Renata Alves Neves foi assassinada em janeiro de 2008 em Porto Alegre

O Júri Popular do assassinato de Renata Alves Neves, ocorrido em 2008, na Praça Japão, em Porto Alegre, teve início na manhã desta segunda-feira, na 2ª Vara do Júri, e deve se estender até a manhã de terça-feira. Pouco antes da 10h da manhã, o 2º andar do Foro Central da Capital já estava tomado por dezenas de familiares e amigos da vítima.

No banco dos réus estão três acusados e denunciados pelo Ministério Público (MP): o marido da vítima, auditor do Tribunal de Contas do Estado, Jader Branco Cavalheiro; José Feijó Martins, o “Urso”; e Rafael Luis de Brito Martins. Eles estão presos desde fevereiro de 2008. Segundo o MP, Cavalheiro teria pedido que Renata entregasse R$ 50,00 a uma pessoa que esperava ela próximo à Praça Japão. Na emboscada, a corretora de seguros foi morta dentro do carro, com três disparos de arma de fogo. “Vou mostrar que Jader e o Urso estavam a quilômetros de distância no momento do crime”, disse o advogado de defesa, João Olímpio de Souza Filho.

Antes de começar o Júri, familiares de Renata chegavam para acompanhar a sessão vestindo uma camisa com a foto da vítima e um pedido de justiça. “Hoje é o dia da verdade. Queremos apenas justiça”, disse o pai, Francisco Neves. Abalada, a mãe disse que recebeu um telefonema da filha. “Ela me ligou dizendo que tinha sido ele (Jader)”, desabafou Lourdes Neves.

De acordo com a promotora de acusação, Josiene Menezes, os réus foram denunciados por homicídio qualificado. O júri tem 15 testemunhas. A única testemunha arrolada pelo Ministério Público é o delegado Juliano Ferreira, que em 2008 conduziu o inquérito policial pela Delegacia de Homicídios. O Júri Popular teve início com o interrogatório dos réus, depois ocorre a manifestação do Ministério Público, por duas horas e meia, e, a seguir, é a vez do advogado de defesa. No decorrer do júri, o MP terá direito à réplica, assim como a defesa fará a tréplica.