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Julgamento do Massacre do Carandiru ouvirá policiais nesta sexta

Quatro dos 26 agentes acusados pela morte de 15 detentos vão depor em São Paulo

Após a leitura de peças e a apresentação de vídeos, o juiz José Augusto Nardy Marzagão encerrou por volta das 18h30min desta quinta-feira os trabalhos do quarto dia de julgamento do Massacre do Carandiru. Amanhã, o julgamento prossegue no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com o depoimento de quatro dos 26 policiais acusados pela morte de 15 detentos que ocupavam o segundo pavimento do Pavilhão 9 da Casa de Detenção do Carandiru.

O julgamento começou na segunda, mas foi suspenso na manhã de quarta, após um dos sete jurados ter passado mal. Somente na tarde desta quinta, por volta das 15h, o Júri Popular foi retomado, continuando com a leitura de peças e a apresentação de dois vídeos. O primeiro deles, da acusação, apresentou reportagens feitas na época sobre o massacre e imagens de violência policial.

Foram apresentados também flagrantes de violência policial, da década de 1980 até os dias de hoje, incluindo trechos do filme "Pixote – A lei do Mais Fraco", de Hector Babenco, e a sequência de uma reportagem sobre a morte de Fernando Ramos da Silva, que interpretou o personagem Pixote. Fernando seguiu os passos de seu personagem, se envolveu com o crime e foi morto por policiais em 1987, aos 19 anos.

O segundo vídeo, da defesa, apresentou o documentário "São Paulo sob Ataque", em que é mostrado os ataques de maio de 2006 em São Paulo, ressaltando que dezenas de policiais foram mortos. Os ataques foram atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a apresentação dos vídeos, cada um deles com cerca de meia hora de duração, os trabalhos tiveram que ser interrompidos em três oportunidades para atendimento de um dos jurados que não se sentia bem.

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