Conforme o MPF, a Azaléia fechou em 1998 a unidade que mantinha em Uruguaiana, em uma área de seis hectares, e, para descartar os resíduos de couro, construiu um aterro emergencial que, quatro anos depois, passou a vazar chorume, poluindo o solo com risco potencial de contaminação do lençol freático.
O local foi desapropriado pela prefeitura e cedido para a Universidade Federal de Santa Maria. Segundo a denúncia, a Prefeitura tinha conhecimento da conduta e permitiu à Azaléia depositar o material sem exigir qualquer licença, outorga ou autorização.
O TRF-4 entendeu haver indícios suficientes para aceitar a denúncia e abrir o processo. O caso é de competência federal já que, hoje, a área pertence às universidades federais de Santa Maria (RS) e do Pampa (Unipampa).