A 10ª Vara Criminal de Porto Alegre acolheu denúncia contra nove das 13 pessoas apontadas por envolvimento na chamada máfia das próteses.
De acordo com o Ministério Público (MP), o esquema funcionava a partir do encaminhamento de cirurgias de coluna com a utilização de próteses e órteses superfaturadas em 752%. O médico envolvido indicava advogados aos pacientes para que entrassem na Justiça solicitando a realização dos procedimentos custeados pelo poder público. Laudos forjados prescreviam a utilização de próteses produzidas pelas empresas beneficiadas na fraude. As vantagens econômicas obtidas pelo grupo seriam de, no mínimo, R$ 1,79 milhão.
Viraram réus pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e estelionato, seis empresários, dois advogados e um médico.
Foi determinada a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos denunciados. O juiz Eduardo Almada ainda requereu informações de todos os registros de notas fiscais eletrônicas das empresas emitidas entre 01/10/2012 e 17/04/2015.
Justiça acolhe denúncia contra nove pessoas no caso da Máfia das Próteses
Esquema funcionava a partir do encaminhamento de cirurgias de coluna com equipamentos superfaturados