O juíz federal Eduardo Gomes Philippsen solicitou, na manhã desta terça-feira, a expressa extradição do traficante José Paulo Veira de Mello, o Paulo Seco, preso desde sábado no Uruguai. O pedido, feito junto ao Ministério da Justiça do Brasil, só deve ser despachado após a tradução para o idioma espanhol das denúncias e das sentenças, o que pode durar até 30 dias.
Ao receber a documentação, o Ministério da Justiça brasileiro remete a solicitação à mesma instância no Uruguai, que então pede à Justiça do país que libere o preso para a extradição. Após o pedido, a Justiça uruguaia não tem prazo definido para dar o veredito. Paulo Seco foi condenado a 11 anos pela Justiça Federal de Passo Fundo e deverá cumprir pena em algum presídio gaúcho.
Prisão
O narcotraficante gaúcho de 41 anos era procurado pela polícia brasileira, pela Interpol e pela justiça paraguaia. Ele foi preso pela Brigada Antidroga da Polícia uruguaia em San Jose de Carrasco, nos arredores de Montevidéu, onde vivia com identidade falsa havia dois anos.
Conforme a PF, Paulo Seco operava uma organização com ligações com a Bolívia, Paraguai e Brasil, vinculada ao traficante Fernandinho Beira-Mar, do Comando Vermelho. Sobre Vieira, pesava uma ordem de captura internacional do mais alto nível (Difusão Vermelha) emitida pela Interpol a pedido da Polícia Federal de Passo Fundo.
Segundo a imprensa uruguaia, Paulo Seco tinha a intenção de se radicar no Uruguai, onde vivia de aluguel havia dois anos. Ele usava o nome de Volmir dos Santos Rodriguez, com a qual virou sócio de uma imobiliária.
Justiça brasileira pede a extradição do traficante Paulo Seco
Documentos ainda serão traduzidos e podem levar 30 dias para chegar ao Uruguai