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Justiça da Capital ouve nesta segunda-feira ex-gerente da boate Kiss

MP de Santa Maria também divulgará à imprensa conclusões de Inquérito Policial Militar

Duas testemunhas do processo criminal sobre o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, serão ouvidas em Porto Alegre, nesta segunda-feira. A oitiva de Ricardo Pasch, ex-gerente da danceteria, e de Ruan Bolzan Martins, um dos clientes que presenciou a tragédia, ocorre na 2ª Vara do Júri, no Foro Central, a partir das 13h30min. Ambos serão ouvidos pelo juiz Felipe Keunecke de Oliveira. O processo tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Maria.

Também na segunda, o Ministério Público de Santa Maria expõe à imprensa as conclusões do Inquérito Policial Militar (IPM). O processo foi instaurado para apurar as responsabilidades de integrantes do Corpo de Bombeiros no incêndio, ocorrido na madrugada de 27 de janeiro.

A tragédia deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. A boate Kiss, inaugurada em 31 de junho de 2009, era um grande sucesso nas noites de Santa Maria. Sua capacidade era para 691 pessoas, mas geralmente era frequentada por mais de mil pessoas. O cianeto foi apontado por um laudo técnico como a causa da morte dos frequentadores que tiveram dificuldades em deixar o recinto em virtude das precárias condições de deslocamento dentro do prédio, que tinha apenas uma porta de emergência.

A fase de instrução do processo criminal contra quatro réus está em andamento. São eles o vocalista da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, o produtor da banda Luciano Bonilha Leão e os sócios da boate, Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann. Sobreviventes foram arrolados como testemunhas do processo. Os quatro réus foram indiciados pelo Ministério Público e pela Assistência de Acusação, representada pelos advogados da Associação de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia. Até agora 42 pessoas prestaram depoimentos na condição de vítimas. A última audiência ocorreu no dia 17.