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Justiça determina soltura de suspeito de matar médica

Marceneiro teria tido relacionamento com mulher há três anos

A juíza Marlene Landvoigt, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, determinou, na noite da última sexta-feira, a soltura de um marceneiro de 33 anos suspeito do homicídio qualificado da médica Glauciane Hara, de 40 anos, em Torres. A decisão é em caráter liminar. Silva foi preso preventivamente em Osório depois de se apresentar à polícia e confessar o crime.

Na avaliação da magistrada, não há indícios de que o acusado tenha premeditado o delito, pois o cometeu em via pública, durante o dia e na presença de várias pessoas. A juíza enfatizou que se trata de réu primário e que admitiu culpa, o que presume que ele não impedirá o andamento do processo nem a aplicação da eventual pena.

Ela destacou também depoimentos e comprovantes de que o suspeito reside, trabalha e estuda no município onde ocorreu o crime, além de afirmar que o marceneiro, logo após ter cometido o crime, apresentou-se espontaneamente à polícia, admitindo a autoria do assassinato. O mérito do habeas corpus ainda será apreciado pela 3ª Câmara Criminal.

Crime

O motivo do homicídio teria sido passional. O homem, casado, relatou à polícia que estava sendo perseguido pela mulher, com quem iniciou relacionamento há cerca de três anos, depois de conhecê-la pela internet. A vítima foi assassinada a facadas em frente ao hotel Bauer, no Centro do município do Litoral Norte, no dia 30 de abril.