Caminhoneiros de todo o país programam paralisação de cerca de 600 mil profissionais, nesta quarta-feira, no dia em que se comemora o Dia do Motorista. Segundo o representante do movimento no Rio Grande do Sul, Osmar Lima, a mobilização é pacífica e não há intenção de atrapalhar o fluxo de veículos. Ele acrescentou que a orientação repassada a todos os caminhoneiros é de que parem as atividades em casa ou em estacionamentos. Entretanto, Lima não descartou a possibilidade de caminhoneiros, no interior do Estado, tentarem forçar a parada de outros motoristas que não aderiram à paralisação - o que pode causar momentos de lentidão nas vias.
A Justiça destinou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) a responsabilidade de registrar e desocupar as vias publicas em casos de descumprimento da decisão. Temendo interrupções nos trechos gaúchos, a concessionária Univias ingressou na Justiça e obteve liminares para as rodovias dos polos Metropolitano e de Lajeado, com outra previsão de multa ao Movimento União Brasil Caminhoneiro caso a manifestação prejudique o fluxo nos trechos pedagiados das BRs 116, 290, 153, 386 e das ERSs 040, 784, 474, 130, 129 e 128.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas, José Carlos Silvano, como as apólices de seguro não cobrem perdas por conflitos, muitas empresas devem paralisar por precaução a distribuição de cargas. Além disso, Silvano acrescentou que, no caso de a paralisação ultrapassar 24 horas de duração, os consumidores de algumas localidades devem começar a sentir a demora para o reabastecimento de alimentos perecíveis e combustíveis.