O Estaleiro Quip e a CQG Construções Offshore, que desde 2010 constroem as plataformas P-63 e P-58, destacaram que sempre primaram pela absoluta obediência à legislação trabalhista e ao cumprimento das normas de segurança de seus trabalhadores. A Quip também informou que avalia o laudo da interdição da P-63 e tomará as medidas que julgar pertinentes. Na nota, as duas empresas reiteram o compromisso com segurança, meio ambiente e saúde de todos os seus trabalhadores em todas as atividades que executa.
Fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS) interditaram os elevadores das plataformas P-58 e P-63 e os trabalhos realizados acima de 12 metros de altura nas duas unidades. A interdição na P-58 ocorreu na quarta-feira e na P-63, na manhã desta quinta. As duas plataformas estão em construção no Estaleiro da Quip, localizado na ponta Sul do Porto Novo. Seis auditores fiscais de diferentes municípios do Estado participaram da operação, inclusive com a presença de policiais federais no local.
A PF foi ao local a pedido dos fiscais da SRTE, para verificar se estava sendo cumprido o termo de interdição contra a empresa pois, segundo informações dadas pelos auditores fiscais, os setores paralisados estavam em atividade. Conforme a delegada Janaína Braido, não houve flagrante. A PF vai investigar se houve crime de desobediência. Com a interdição de setores das duas plataformas, os trabalhadores que nelas atuam foram liberados do serviço.
Conforme o superintendente substituto da SRTE, auditor fiscal Marco Antônio Canto, a interdição do trabalho acima de 12 metros de altura, na P-58, ocorreu porque os auditores entenderam que havia situação de grave risco de acidente. Canto observou que interdição é rotina para os fiscais do Trabalho e Emprego, mas para quem tem que parar é problema. "Nesta sexta-feira haverá reunião dos auditores fiscais do MTE com a empresa. Esperamos que sejam adotadas as medidas corretivas, para que sejam liberadas as atividades", ponderou.