A magistrada também marcou uma audiência de conciliação para a manhã do dia 10 de abril. Na liminar, as promotoras Ana Maria Moreira Marchesan e Annelise Monteiro Steigleder pedem que o município implante, mediante o que prevê a revisão do Plano Diretor de 2010, o Parque Corredor do Gasômetro. O vice-prefeito Sebastião Melo adiantou que, se necessário, a Procuradoria-Geral do Município vai recorrer da decisão. Ele reiterou que a obra é fundamental para o Plano de Mobilidade Urbana da cidade e destacou que há prazos a serem cumpridos para a finalização do trecho.
A duplicação da Beira-Rio é uma das obras previstas para a Copa de 2014. A liminar pode não ser o primeiro entrave para a derrubada de 115 árvores. Na semana passada, os vereadores Marcelo Sgarbossa e Sofia Cavedon, ambos do PT, entregaram ao procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino, um pedido de auditoria na obra, alegando que a duplicação da Beira-Rio foi encaminhada sem Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Ambos também questionaram a suposta tramitação acelerada do projeto e acusaram a prefeitura de desrespeitar o Plano Diretor, que instituiu o Parque do Gasômetro.
No sábado, quando plantou as primeiras 60 mudas compensatórias ao corte das árvores no local, o prefeito José Fortunati acusou a oposição, na Câmara, de estar fazendo uso político da questão. Fortunati alegou que o Plano é um documento genérico e apesar de admitir a legitimidade da oposição para reclamar, disse duvidar que os vereadores tenham lido a legislação.