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Justiça mantém passagem de ônibus de Porto Alegre em R$ 2,85

Votação da 22ª Câmara Cível do TJ foi unânime pela manutenção da tarifa

A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu nesta quinta-feira manter as passagens de ônibus em Porto Alegre a R$ 2,85. A votação dos desembargadores da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ/RS) foi unânime, 3 a 0. O julgamento foi uma resposta a um recurso impetrado pelo Sindicato das Empresas de Ônibus, depois da liminar da Justiça que derrubou o último reajuste em abril.

Há duas semanas, o Tribunal de Contas (TCE) do Estado emitiu cautelar que garantia a permanência da tarifa no valor de R$ 2,85. A ação teve parecer do favorável do Ministério Público (MP). O documento contava com 36 laudas e foi remetido à 22ª Câmara do TJ/RS.

Liminar suspende último aumento e passagem volta a custar R$ 2,85

Em abril, a Justiça acatou uma liminar da bancada socialista na Câmara de Vereadores suspendendo o reajuste que elevou a tarifa de R$ 2,85 para R$ 3,05 em março. O preço cobrado nas lotações havia subido de R$ 4,25 para R$ 4,50, alta que também foi impedida na ocasião.

No dia 25 de março, foi sancionado o aumento da passagem do transporte coletivo na Capital. Desde que o pedido de reajuste foi protocolado, uma série de protestos se espalhou pela cidade. As manifestações pressionavam o Executivo municipal a reduzir a tarifa.

Transporte público será debatido na Assembleia Legislativa

Um debate sobre o assunto está previsto para ocorrer nesta sexta-feira na Assembleia Legislativa. O evento começará às 9h, no Espaço Convergência. A proposição é do coordenador da Frente Parlamentar pelo Barateamento e pela Transparência das Tarifas do Transporte Coletivo, deputado Nelsinho Metalúrgico (PT).

O parlamentar pede o controle social da política de composição tarifária para que o valor das passagens seja reduzido. “Não é possível que tabelas da década de 70, 80 continuem sendo atualizadas. As condições dos ônibus e das estradas mudaram muito”, protestou o deputado.

Os parlamentares esperam contar com a presença de representantes do TCE, Ministério Público de Contas (MPC), Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano Regional (Metroplan), Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade de Canoas, Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM) e representantes de movimentos sociais.

Com informações do repórter Lucas Rivas

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