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Justiça mantém prisão de dois envolvidos na fraude do leite

Oito réus seguem detidos desde que o Ministério Público deflagrou a operação em maio

Os desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) mantiveram a prisão de mais dois envolvidos na fraude do leite no Norte gaúcho. A decisão envolve o empresário Daniel Riet Villanova, que, segundo o Ministério Público (MP), teria feito a ligação entre os transportadores do Rio Grande do Sul e uma cooperativa do Paraná que adquiria leite adulterado, e o vereador de Horizontina Larri Lauri Jappe, proprietário de uma empresa de transporte de leite.

A decisão foi unânime. Villanova havia ingressado com o pedido de habeas corpus alegando prisão ilegal e ponderando que já foi concedida liberdade provisória a parte dos co-réus processados pelos mesmos crimes.

O relator do processo, desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, negou a ordem de soltura sustentando que cada caso deve ser analisado conforme o delito. Segundo o magistrado, o decreto de prisão preventiva não contém ilegalidade. 

O TJ já havia negado habeas corpus a outros dois denunciados. Ao todo, oito pessoas seguem presas desde que o MP deflagrou, em maio, a Operação Leite Compen$ado. Das 14 pessoas detidas, cinco foram liberadas no decurso da investigação, três delas beneficiadas com delação premiada.

A fraude

A fraude do leite veio a público quando o MP constatou que quatro marcas vendiam produtos contaminados com formol e ureia. A estimativa é de que cerca de 100 milhões de litros tenham sido adulterados para aumentar o rendimento dos transportadores, que lucraram em média R$ 0,95 a mais por litro vendido, segundo as estimativas do MP. 

O lucro do esquema foi estimado em cerca de R$ 470 mil mensais, conforme o MP. Desde maio, em duas etapas, foram cumpridos mandados em Guaporé, Horizontina, Ibirubá, Rondinha e Boa Vista do Buricá.

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