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Justiça nega cinco pedidos de réus da tragédia na boate Kiss

Juiz marcou novas audiências para colher depoimentos de testemunhas no interior do Estado

O juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Santa Maria, negou nesta terça-feira pelo menos cinco pedidos feitos pelas defesas dos réus do processo criminal sobre o incêndio na boate Kiss. Representantes de Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da casa noturna; e Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, integrantes da banda Gurizada Fandangueira pediram degravações de audiências e nova perícia no interior da casa noturna, na qual um incêndio provocou a morte de 242 pessoas desde 27 de janeiro.

A defesa de Spohr pedia a degravação das audiências até agora realizadas no processo. O juiz entendeu que não existe motivo razoável para atender o pleito nesse momento. Louzada também manteve negado o pedido de perícia no interior da boate, requerido pela defesa de Marcelo dos Santos, que alegou ter sido encontrado querosene no local. O magistrado ponderou que o material foi localizado no lado da frente da boate e que o fogo teve início nos fundos do estabelecimento.

O músico solicitou, ainda, a intimação do promotor de Justiça Ricardo Lozza, o que também foi negado. Da mesma forma, também foi indeferido o pedido de intimação do prefeito de Santa Maria Cézar Schirmer, do deputado estadual Jorge Pozzobon e de outras duas testemunhas, apontadas de ter participado de uma suposta reunião, na madrugada da tragédia. O magistrado também entendeu não ser necessário ouvir os bombeiros que atenderam ao incêndio na boate, conforme pedia a defesa de Marcelo dos Santos.

Testemunhas devem depor no Interior


Audiências para que a Justiça siga ouvindo sobreviventes do incêndio também foram marcadas para os dias 5, 10, 11, 12, 19, 24, 25, 26 e 27 de setembro. Ao todo, 52 testemunhas vão depor. Na primeira fase, quatro testemunhas convocadas não foram ouvidas, parte delas por não terem sido localizadas. O juiz verificou, ainda, que nos autos não aparece o endereço de 28 vítimas. Ele determinou que o escrivão verifique a situação.

Louzada anunciou que algumas vítimas serão ouvidas nas Comarcas de Uruguaiana, Horizontina, Passo Fundo, Rosário do Sul e Quaraí, com prazo, se possível, de 30 dias. Nesses casos, o juízo de cada Comarca é que vai marcar as oitivas.


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