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Justiça ouve novas testemunhas de acusação no caso Kiss

Oito militares foram denunciados no processo que investiga a morte de 242 pessoas

Réus no processo acompanham o trabalho
Réus no processo acompanham o trabalho Foto : João Vilnei / Especial / CP
Teve início pouco depois das 9h30min desta quarta-feira uma nova audiência do processo militar que investiga o incêndio na boate Kiss. A juíza Viviane de Freitas Pereira – que preside os trabalhos do Tribunal do Júri no fórum de Santa Maria, região central do Estado – deve ouvir duas testemunhas de acusação nesta manhã.

O primeiro a depor é o sargentro Vilmar Silva do Nascimento, seguido do sargento Carlos Alberto Carvalho Maciel. Outras duas testemunhas de acusação devem ser ouvidas a partir das 14h. Os depoimentos de quatro pessoas que não falaram ontem foram remarcados para 9 e 10 de dezembro. 

Os reús no processo acompanham os trabalhos. Em agosto, após 130 dias de investigação, o Ministério Público (MP) denunciou oito militares à Justiça: o ex-comandante do 4º Comando Regional dos Bombeiros (CRB) Moisés Fucks; o capitão Alex da Rocha Camillo; o tenente-coronel Daniel da Silva Adriano (hoje na reserva); os soldados Marcos Vinicius Lopes Batisde, Gilson Martins Dias e Vagner Guimarães Coelho; e os sargentos Renan Severo Berleze e Sérgio Roberto Oliveira de Andrade.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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