Os suspeitos do assassinato de três mulheres são Jorge Beltrão Negromonte Silveira, de 50 anos, a mulher dele, Isabel Cristina Pires Silveira, de 50, e Bruna Cristina Oliveira da Silva, de 25 anos, tida como amante do homem. Eles estão presos, preventivamente, desde abril. Os réus confessos foram denunciados pelo Ministério Público.
Na audiência estão previstos os depoimentos de 20 testemunhas, mas o Tribunal de Justiça não informou quantas seriam da defesa e quantas da acusação. Serão quatro os advogados de defesa: Paulo Henrique Melo, Rannieri Aquino, Edmilson Francisco e Luiz Carlos Lopes.
Mortes
As investigações policiais sobre o caso começaram depois que a família de Giselly Helena da Silva, de 31 anos, uma das três vítimas, denunciou seu desaparecimento. A polícia chegou até os acusados após rastrear o cartão de crédito da mulher, usado após seu desaparecimento em várias lojas de Garanhuns, no agreste pernambucano. Jorge Silveira, Isabel Cristina e Bruna Cristina moravam em Garanhuns.
A polícia encontrou no quintal da residência do casal os corpos enterrados de duas de suas vítimas: Alexandra Falcão da Silva, de 20 anos, e Giselly. Ambos os corpos apresentavam sinais de esquartejamento. O crime, no entanto, ganhou destaque fora do estado após os acusados terem dito que consumiam porções da carne das vítimas e da pele, como forma "purificação da alma". Os três relataram à polícia serem seguidores de uma seita chamada "Cartel", anticapitalista e contra o crescimento populacional. Além disso, eles afirmaram em depoimento que retiravam parte das coxas, nádegas, panturrilha e fígado das vítimas e as acondicionavam na geladeira. Isabel, que vendia salgadinhos nas ruas da cidade, disse ter usado algumas vezes carne das vítimas para rechear empadinhas.
Os três assumiram também a responsabilidade pela morte de Jéssica Camila da Silva Pereira, de 22 anos, no município de Olinda. Ela teria sido assassinada e enterrada em 2008. Eles teriam ficado com uma criança, filha da vítima, que, informaram, também chegou a consumir carne humana.