Os militares denunciados, segundo a procuradoria, fraudaram os processos licitatórios para supostamente quitar dívidas com fornecedores. Para isso, superfaturaram o valor de produtos, emitiram notas referentes a quantidade e natureza de artigos que não entraram no estoque do hospital e autorizaram o pagamento sem a devida contraprestação do serviço.
Além das discrepâncias entre as quantidades de produtos constantes nas notas de empenho e os volumes que de fato entravam no hospital, sempre menores, também foram constadas irregularidades nas declarações de Imposto de Renda de cada envolvido e nas movimentações de suas respectivas contas em banco (apenas um dos militares chegou a movimentar mais de R$ 500 mil em dois anos).