A decisão é da 22ª Câmara do TJ e foi proferida nessa terça-feira. A ação cautelar foi ajuizada pelo Ministério Público. Com a decisão, o acordo firmado entre o procurador José Túlio Barbosa, a Goldsztein e a prefeitura de Porto Alegre, que permitia a derrubada de três dos seis casarões construídos na década de 1930 e restauração de outros três, se torna inválido. A medida tinha sido formalizada em 6 de novembro.
A liminar garante a manutenção dos casarões até que haja o julgamento dos recursos especiais apresentados pelo Ministério Público. O caso teve início em 2002. A empresa comprou o conjunto de casas e pretende construir no local um prédio residencial. Moradores do bairro iniciaram um abaixo assinado contrário à demolição alegando o caráter histórico do prédio. O MP acionou o Judiciário, que barrou a derrubada.