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Justiça volta a ouvir sobreviventes da tragédia de Santa Maria

Audiências antecedem julgamento de réus pelas 242 mortes no incêndio da Kiss

Foram retomadas nesta terça-feira as audiências do processo criminal que julgará os quatro réus acusados das 242 mortes em decorrência do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Nesta manhã será ouvida apenas uma pessoa, outras quatro – que não moram no município da região central do Estado – prestarão depoimento via carta precatória (instrumento usado pela Justiça para colher depoimentos em comarcas diferentes).

Os trabalhos no Fórum de Santa Maria são coordenados pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, Ulysses Fonseca Louzada. Mias quatro pessoas devem ser ouvidas à tarde.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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