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Lewandowski nega novo pedido de secretária sobre depoimento à CPI

Mayra Pinheiro pediu que ministro do STF reavaliasse decisão que negou a ela o direito de ficar em silêncio na comissão no dia 25

Mayra pediu que ministro do STF reavaliasse decisão de ficar em silêncio
Mayra pediu que ministro do STF reavaliasse decisão de ficar em silêncio Foto : Anderson Riedel / PR / Divulgação

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira pedido de reconsideração feito pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, defensora do uso da cloroquina, sobre a decisão que negou a ela o direito de ficar em silêncio na CPI da Covid.  Pinheiro, defensora da cloroquina, medicamento sem eficácia contra a covid-19, deve ser ouvida pelos senadores na próxima terça-feira.

Ao analisar o primeiro pedido, o ministro entendeu que não havia elementos que justificassem a concessão do habeas corpus preventivo. Isso porque o salvo-conduto serve para garantir o direito de exercício da prerrogativa constitucional contra a autoincriminação, isto é, de não produzir provas contra si quando houver investigação em curso. Segundo Lewandowski, a secretária, contudo, não é alvo de inquérito relacionado aos fatos apurados na CPI.

Na nova decisão, o magistrado indeferiu o pedido de reconsideração, "pois nada há na decisão anterior a ser modificado, que fica mantida por seus próprios fundamentos".

"Contudo, diante das alegações e dos documentos agora apresentados, esclareço que assiste à paciente o direito de permanecer em silêncio – se assim lhe aprouver – quanto aos fatos ocorridos no período compreendido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, objeto da Ação de Improbidade Administrativa acima mencionada, em que figura como ré, devendo, quanto ao mais, pronunciar-se sem reservas, especialmente acerca de sua atuação na Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, bem assim sobre as demais questões que vierem a ser formuladas pelos parlamentares", acrescentou. 

A secretária alegou ao STF que há sim uma investigação contra ela que esbarra nos limites do trabalho da comissão parlamentar. Ela alega ser alvo do mesmo inquérito que envolve o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, na esteira da crise provocada pelo desabastecimento de oxigênio hospitalar em Manaus.