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Liberada entrada no prédio do Centro Administrativo

Sindicalistas impediram ingresso de funcionários no prédio por cerca de uma hora e meia

Ministério Público definiu multa diária de R$ 10 mil se o edifício permanecer aberto
Ministério Público definiu multa diária de R$ 10 mil se o edifício permanecer aberto Foto : Vinícius Roratto
Por volta das 9h30min desta quarta-feira foi liberada a entrada no prédio do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre, que ficou cerca de uma hora e meia bloqueado por sindicalistas. Aproximadamente mil pessoas estavam de lado de fora, esperando para ingressar no edifício. Houve empurra-empurra e pequenos confrontos entre manifestantes – que fizeram um "cordão humano" – e funcionários que tentavam entrar no Caff.

A Secretaria da Administração e Recursos Humanos divulgou nesta manhã a cópia do certificado do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). Segundo o documento, que data de setembro de 2012, o prédio está de acordo com a legislação vigente. 

A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Olveira, afirmou que 80% das escolas públicas estaduais não possuem plano de prevenção contra incêndio. Já o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (SindsepeRS), Claudio Augustin, declarou que vários prédios públicos também não possuem o PPCI.

A servidora Lúcia Mombach, de 47 ano, que atua na Secretaria de Esporte e Lazer, era uma das pessoas que estava em frente ao prédio. “Eu confio no que foi dito. Ninguém é louco, depois dos últimos acontecimentos (incêndio na boate Kiss e no Mercado Público), de abrir um prédio assim", argumentou.

Por solicitação do Ministério Público (MP) do Estado e decisão do Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho, foi definida multa diária de R$ 10 mil se o edifício permanecer aberto, contrariando a decisão judicial que determinou a interdição do prédio por questões de segurança. A Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH) emitiu nota nessa segunda-feira, afirmando que “não há qualquer fundamento para a interdição”, requisitado pelo juiz Hilbert Maximiliano Akihito Obara, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre.


Perto das 9h30min a entrada foi liberada e houve confusão entre manifestantes e funcionários / Foto: Vinícius Roratto

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