A retirada de móveis e eletrodomésticos de dentro da boate Kiss pela empresa Inova Consultoria Ambiental começou nesta quinta-feira, em Santa Maria. O processo de descontaminação do local começou na terça-feira com a montagem de uma estrutura e a retirada dos pertences das vítimas, na quarta. A empresa responsável por todo o processo acumula todos os objetos em contêiners, que em seguida serão encaminhados para uma empresa de descarte da região Metropolitana de Porto Alegre.
Nesta manhã, familiares das vítimas e o proprietário do prédio acompanharam a retirada dos móveis. Houve uma tentativa por parte do proprietário de tirar da fachada o letreiro com o nome da boate. No entanto, Flávio Silva, coordenador do Movimento de Santa Maria de Luto à Luta, acabou interpelando e não permitiu a retirada.
A possibilidade de reconstituição do incêndio ainda será analisada pelo titular da 1ª Vara Criminal, juiz Ulysses Fonseca Louzada. Os trabalhos de retirada do material contaminado deve ocorrer em três dias, quatro dias a menos do que o previsto.
De acordo com Soares, os objetos recolhidos serão entregues à Louzada, que coordena o processo criminal que apura os culpados pela tragédia. Posteriormente, serão distribuídos para os familiares.
O juiz teria definido que a responsabilidade da descontaminação dos pertences das vitimas é dos familiares. No entanto, Silva discordou. De acordo com ele, as vitimas que foram à boate deixaram suas residências com os pertences limpos. "Quem tem de arcar com a contratação de uma empresa para realizar a descontaminação devem ser os empresários da Kiss e os proprietários do prédio", afirmou nesta quarta-feira.
Móveis e eletrodomésticos são retirados da boate Kiss
Proprietário teria tentado tirar letreiro da fachada do prédio, mas familiares das vítimas não permitiram