De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), o baterista Eliel Bagesteiro de Lima e o guitarrista Rodrigo Lemos Martins foram indicados como vítimas da tragédia pelo Ministério Público (MP). Eles são ouvidos pela juíza Juliana Tronco Cardoso, na 1ª Vara Judicial da Comarca de Rosário do Sul, onde moram.
Os músicos tocavam no momento em que um artefato pirotécnico atingiu o teto coberto por uma espuma que fazia o isolamento acústico da casa noturna. Outra audiência está marcada para 19 de agosto, em Porto Alegre, quando serão ouvidos um dos sobreviventes e, possivelmente, o gerente da casa noturna, na 2ª Vara do Júri.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.