A vistoria e a religação são passos decisivos para que o local volte a funcionar parcialmente. A partir daí, a Vigilância Sanitária terá condições de fazer as inspeções nas bancas. No entanto, em entrevista à Rádio Guaíba nesta quinta-feira, o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público admitiu que as demais etapas não têm data para ocorrer por causa das infiltrações de água em algumas lojas.
De acordo com o chefe de gabinete do vice-prefeito, Antônio Lorenzi, a volta da energia elétrica é essencial para que os outros processos tenham andamento. Ele explicou que neste primeiro momento serão realizadas as lojas localizadas no núcleo do Mercado (no andar térreo) e nas laterais, com a exceção daquelas lojas localizadas embaixo da área afetada pelo incêndio. Essas bancas passaram por vistorias após a reabertura para identificar o grau de comprometimento, já que a água utilizada para conter a chama atingiu essas bancas que ficavam no térreo e a fiação elétrica.
Além disso, hoje está programada a visita de integrantes do Corpo de Bombeiros para revisar os equipamentos de prevenção a incêndios, como consta no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Nesta quinta, era possível ver o trabalho intenso para a instalação dos sinalizadores de emergência, a pintura dos locais onde estavam as mangueiras utilizadas por Bombeiros, entre outras adaptações.
Após mais de um mês fechado em função de um incêndio em uma restaurante no segundo piso do Mercado Público, o clima entre os permissionários é de apreensão e expectativa. Ao longo deste período, muitos funcionários voltaram às atividades para garantir as melhores condições das bancas, realizando reformas, limpezas e manutenção.
Nesta manhã, antes da realização dos testes por parte da CEEE, o permissionário Paulo Sauer e os seus funcionários faziam melhorias no espaço e relatou as dificuldades neste último mês. “Estamos verificando os produtos (uma parte era perecível) e as suas validades, fazendo a limpeza e pintura. Além disso, os funcionários que tinham férias foram afastados”, explicou. Mesmo assim, a expectativa é positiva com a reabertura. Segundo ele, quando o Mercado passou por reformas há cerca de uns 15 anos, o movimento aumentou muito depois. “Acredito que a população voltará ao Mercado, principalmente para apoiar nesta nova fase. O espaço estará mais qualificado”, disse. Para fazer a limpeza muitos permissionários instalaram geradores de energia.
Com informações da repórter Mauren Xavier