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Metroviários decidem manter greve no fim de semana

Categoria garantiu funcionamento de trens nos horários de pico

Trens ficaram estacionados no pátio da Trensurb ao longo do dia
Trens ficaram estacionados no pátio da Trensurb ao longo do dia Foto : André Ávila
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul (Sindimetrô-RS) manteve a greve da categoria nesta sexta-feira. A entidade da categoria informou que, assim como hoje, os trens vão circular apenas em horários de pico no fim de semana. A decisão foi confirmada em reunião realizada com representantes da Trensurb no Ministério Público do Trabalho, em Porto Alegre.

Desde o inicio da manhã, os metroviários trabalharam somente das 5h30min às 8h30min. O encontro da tarde tinha como objetivo resolver o impasse entre as partes e suspender a paralisação. Com a manutenção da greve, as estações só reabrem das 17h30min às 20h30min. A greve do Sindimetrô foi deflagrada em função do reajuste de 42% na mensalidade do plano de saúde dos servidores.

Para tentar desafogar as viagens, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) montou um esquema emergencial de transporte e destinou 420 ônibus extras para suprir a demanda. A Metroplan admite, porém, que atrasos podem ocorrer e esclarece que a circulação de passageiros em pé está liberada.

Nessa manhã, um grupo de metroviários invadiu os trilhos da Estação Mercado em protesto contra a circulação de trens. A decisão da empresa de manter as estações abertas e os vagões operando com os funcionários que não haviam aderido ao movimento provocou revolta na categoria.

De acordo com o presidente do Sindimetrô-RS, Luis Henrique Chagas, o protesto foi uma maneira de repúdio à decisão da empresa em não cumprir o acordo. “A direção impôs aos funcionários condições forçadas de trabalho, principalmente os que detêm funções gratificadas”, afirmou. Segundo o presidente da Trensurb, Humberto Kasper, a decisão de manter os trens operando depois das 8h30min se deu porque existiam funcionários e supervisores em condição de trabalho. “A empresa não pode fazer greve. Se há trabalhadores, não podemos parar”, enfatizou o presidente.

Com informações da repórter Mauren Xavier

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