Desde o inicio da manhã, os metroviários trabalharam somente das 5h30min às 8h30min. O encontro da tarde tinha como objetivo resolver o impasse entre as partes e suspender a paralisação. Com a manutenção da greve, as estações só reabrem das 17h30min às 20h30min. A greve do Sindimetrô foi deflagrada em função do reajuste de 42% na mensalidade do plano de saúde dos servidores.
Para tentar desafogar as viagens, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) montou um esquema emergencial de transporte e destinou 420 ônibus extras para suprir a demanda. A Metroplan admite, porém, que atrasos podem ocorrer e esclarece que a circulação de passageiros em pé está liberada.
Nessa manhã, um grupo de metroviários invadiu os trilhos da Estação Mercado em protesto contra a circulação de trens. A decisão da empresa de manter as estações abertas e os vagões operando com os funcionários que não haviam aderido ao movimento provocou revolta na categoria.
De acordo com o presidente do Sindimetrô-RS, Luis Henrique Chagas, o protesto foi uma maneira de repúdio à decisão da empresa em não cumprir o acordo. “A direção impôs aos funcionários condições forçadas de trabalho, principalmente os que detêm funções gratificadas”, afirmou. Segundo o presidente da Trensurb, Humberto Kasper, a decisão de manter os trens operando depois das 8h30min se deu porque existiam funcionários e supervisores em condição de trabalho. “A empresa não pode fazer greve. Se há trabalhadores, não podemos parar”, enfatizou o presidente.
Com informações da repórter Mauren Xavier