De acordo com o presidente do Sindimetrô-RS, Luis Henrique Chagas, o protesto foi uma maneira de repúdio à decisão da empresa em não cumprir o acordo. “A direção impôs aos funcionários condições forçadas de trabalho, principalmente os que têm funções gratificadas”, afirmou. Segundo o presidente da Trensurb, Humberto Kasper, a decisão de manter os trens operando depois das 8h30min se deu porque existiam funcionários e supervisores em condição de trabalho. “A empresa não pode fazer greve. Se há trabalhadores, não podemos parar”, enfatizou o presidente. Ele destacou que com o contingente de profissionais seria possível garantir a circulação dos trens com intervalos de 15 minutos, minimizando ao máximo os transtornos à população.
Depois da invasão, as estações da Trensurb foram fechadas e o serviço de trens será retomado a partir das 17h30min. Segundo acordo firmado com Ministério Público do Trabalho (MPT), o sindicato mantém a circulação dos trens em horário de pico, entre 5h30min e 8h30min, e entre 17h30min e 20h30min.
O início da greve dos metroviários foi marcada pelo desencontro e pela falta de informações. Diretamente, quem acabou arcando com as consequência do movimento foi a população que tradicionalmente se desloca pela região do Vale dos Sinos e a Capital gaúcha utilizando a Trensurb. A solução foi encontrar outras alternativas de transporte ou antecipar a viagem e garantir o uso do metrô, entre Novo Hamburgo e Porto Alegre.
O presidente do sindicato destacou que o movimento grevista é legítimo e que manter o serviço no horário de pico foi uma forma de amenizar os prejuízos à população. A greve foi impulsionada diante da degradação das condições de trabalho nos últimos anos, explicou o presidente. A gota d’água foi o reajuste no valor do plano de saúde, de 42%. “Para muitos trabalhadores o valor supera 10% dos salários. É um absurdo”, afirmou. A Trensurb tem cerca de 1,1 mil trabalhadores, sendo que deste total, 800 estão ligados ao sindicato, entre operários, administrativos e controladores.