O Ministério trabalha com três prioridades de atendimento: os pacientes que foram internados com comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; as pessoas que tiveram contato na boate com os gases; além dos amigos, familiares das vítimas e profissionais envolvidos no atendimento que precisam de apoio psicológico. Os atendimentos clínicos ficarão centralizados no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Todo o monitoramento será custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Nessa terceira etapa, vamos organizar um serviço especializado de acompanhamento aos pacientes que tiveram problema pulmonar por conta do incêndio e cadastrar aqueles que estiveram no local da tragédia para o monitoramento de sua situação de saúde”, afirmou o ministro.
O Termo de Compromisso incluirá, além do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul, as Secretarias Municipais de Saúde de Santa Maria e de Porto Alegre e o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).
Em março, no site do Ministério da Saúde será aberto um espaço para o cadastramento das pessoas que estiveram na boate. Esse cadastro será utilizado para o agendamento e acompanhamento clínico das pessoas expostas ao incêndio.
As vítimas com comprometimento pulmonar, internadas na UTI, foram submetidas a uma série de exames feitos durante a hospitalização como tomografia do tórax, função pulmonar completa e outros exames para avaliar o comprometimento pulmonar. Agora, essas pessoas serão submetidas a novos exames para uma avaliação mais completa.
“Esses exames nos permitem avaliar se houve evolução de alguma lesão pulmonar ou qualquer outro tipo de alteração ou sequela. Esse resultado vai nos ajudar a prever que outras ações clínicas podem ser adotadas”, explicou Padilha.